A Vereda da Cutia
César acordou em pânico ao perceber que sentia os pés molhados e não sabia o por quê. Parecia também que estava em pé, o que deixou ainda mais atordoado. Poderia até dormir sentado. Mas em pé? Será que foi aquele drink “Sagarana”? Mas ele sequer havia bebido na noite anterior. - Nossa, que lindo! - Como é possível? - Como a natureza pode fazer algo assim? - Sei lá, tem coisas que talvez nem mesmo Deus possa explicar! Celso ainda não conseguia olhar ao redor, mas começou a escutar e percebeu que estavam falando dele. Mas nem mesmo a mãe dele, nem nenhuma namorada jamais o elogiaram tanto assim. Ele começou a ficar com ainda mais medo. Começou a enxergar o que estava em volta bem aos poucos. Viu que estava num lugar alto, em meio a uma natureza exuberante, em cima de um belo rio e um grupo de caminhantes se afastar, os mesmos que haviam acabado de o elogiar. - imaginou que pudesse estar num conto kafkiano, mas ao menos não deveria ter virado um repugnante inseto voador ou...