Trocadalho
Trocadalhos
Kléber era fã de trocadilhos desde criança. Seu pai aproveitava seu gosto por F1 para mudar o nome dos pilotos e divertir o jovem: Ayrton Safena; Burrinho Rabichello, etc.
O tempo passou e amigos sempre renovavam a lista de trocadilhos de Kléber, alguns obscenos: queijo coalho, virava “queijo c*ralho”, picadinho, “p*rocadinho”. Outros mantinham a inocência da tenra idade: congelado, por exemplo, virava, simplesmente, “cão gelado”. - Algum dia você vai falar isso numa hora inapropriada, alguém lhe avisava, vez ou outra. Mas Kléber, atento, sempre soube quando poderia, ou não, falar seus trocadilhos.
Certo ano, durante o natal Kléber dirigia seu carro em direção a uma festa. Preparou um prato de peixe para dividir com o grupo. E, como não bebia uma gota de álcool, Kléber comprou algumas latinhas de sua bebida gasosa preferida, abriu uma, acomodou as outras, e seguiu em frente.
Até que em certo momento foi fechado por um Marea velho, pintura desbotada, luz traseira enfraquecida, que insistia freneticamente em mudar de direção. 4, 5, 6 fechadas seguidas. “deve estar bêbado”, pensou Kléber que começou a se irritar, piscou farol e buzinou em direção ao Marea que logo embicou em outra direção. Blitz da Lei Seca. Kléber foi chamado a parar.
- Por que essa pressa, buzinando e piscando farol? Perguntou um policial.
- É que levei várias fechadas seguidas do mesmo carro.
- O que é isso aí ao seu lado, perguntou outro.
- Bac*ralho. Deixou escapar, Kléber, graças ao nervosismo.
- Gracinha essa hora, Dr? Está bêbado? É melhor dizer logo!
Eu não bebo. Disse, Kléber. Já bastante nervoso.
- Ah, é! E o que são essas latinhas aí, uma delas aberta?
- Água cômica! Respondeu de bate pronto, Kléber. Já com as pernas trêmulas.
- Desacato! Bradou o PM.
- TEJE PRESO!
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