Confissões

Confesso que gosto de ver fotos de viagens, principalmente de caminhadas e travessias de trás para a frente, as mais antigas, de despedidas já com um ar de saudades, primeiro, e por último as dos primeiros dias, com aquele ar de suspense, um pouco de medo e sensação de uma aventura ainda por se iniciar.
Confesso também que gosto de dar o nome a cães e gatos que eu vejo e não conheço. E como gosto de tudo ao contrário, os nomes sempre são o oposto do que os bichos aparentam: um cachorrão, Tiquinho, um daqueles pequeninhos, Titã. Certa vez estava na veterinária quando chamaram Zeus, então vimos que se tratava de um cachorrinho que não chegava a 20cm de altura. Precisei sair da sala de recepção para não cair na gargalhada.
Confesso também que sempre gostei de, propositalmente, misturar filmes e livros cujos os nomes se parecem. Ultimamente, em função de 2 Travessias que fiz, tenho gostado de brincar com “Os Sertões” e “Grande Sertão Veredas”. Criar trechos como: “O Sertanejo é antes de tudo um forte, pois viver no Sertão é muito perigoso”. Também sempre gostei de misturar “O Príncipe” e “O Pequeno Príncipe”. Dois livros tão diferentes com nomes tão próximos sempre serviu para adubar (com trocadilhos, por favor) a minha imaginação tão peculiar.
E não é que, em meio a um importante julgamento no STF, um advogado confunde os dois livros e diz seriamente: como diria O Pequeno Príncipe, “os fins justificam os meios”. Foi a minha imaginação se materializando.
Então voltei também a me lembrar da minha mania de ver as fotos de trás para a frente. E Lembrei depois de uma Travessia os “fins” são meus músculos doloridos, as bolhas nos pés, e forte cansaço, além de um corte na pele aqui e acolá. Mas até chegar lá temos nossos “meios”: conversamos, convivemos, andamos e passamos por lugares maravilhosos. E assim percebi que, na verdade, sãos os meios que justificam os fins.

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