Meu Pai. Escrito há 3 anos e cada dia mais atual.

Hoje fazem 20 anos que meu pai morreu.
6 de abril de 2000
No aniversário de 10 anos da morte do meu pai, 6 de abril 2010, um temporal caiu sobre a cidade do Rio e sobre Niterói. As cidades paralisadas. Muitos mortos na tragédia do Morro do Bumba. 
Agora, 6 de abril de 2020 estamos no meio uma quarentena e muito medo, provocados por uma pandemia mais um governo que faz de tudo para torná-la ainda pior.
Está não é, definitivamente uma data boa para mim.
Mas é importante lembrar do meu pai.
Um pai que tinha muitos defeitos.
Mas suas qualidade eram bem maiores.
Um dos que me ensinou a respeitar todos e tratar todas as pessoas bem.
Mulheres, homens, brancos, negros, pobres, ricos, hétero e homossexuais. Ele me ensinou desde jovem. E isso para alguém nascido em 1947!
Dizia que sonhava com um dia em que uma mulher favelada, negra e lésbica, virasse presidente da república. Segundo ele, só a partir daí o Brasil poderia dar certo.
Nem chegou a conhecê-la, mas sonhava com a Mariele!
Mas deu Bolsonaro...
Desculpa, pai. O Brasil e o mundo de hoje são bem piores que o de 20 anos atrás.
Ódio, xenofobia, guerras, avareza.
O mundo precisa de mais Mourão. Diney Mourão, para ficar bem claro.
Há de mudar. Enquanto estiver aqui, farei o possível para tornar o mundo melhor.
Obrigado, Pai!

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